Carreira militar na marinha: como ingressar e patentes!

Em Concursos Públicos por André M. Coelho

A Marinha do Brasil é o ramo de serviço naval das forças armadas brasileiras, responsável pela realização de operações navais. A Marinha Brasileira é a maior marinha da América do Sul e a segunda maior marinha das Américas, depois da Marinha dos Estados Unidos.

A entrada na Marina brasileira deve ser realizada através de concurso público, geralmente para uma das escolas da marinha.

Caso queira seguir a carreira militar na marinha, vamos explicar um pouco mais sobre este ramo das forças armadas brasileiras.

Ramos para quem quer seguir a carreira militar na marinha

Os principais ramos da Marinha Brasileira são:

O Comando de Operações Navais

O Comando da Força de Superfície

O Comando da Força de Submarinos

O Comando da Força Aeronaval

O Comando da 1ª Divisão da Esquadra

O Comando da 2ª Divisão da Esquadra

O Comando Geral do Corpo de Fuzileiros Navais

Hierarquia da marinha do Brasil

No topo da cadeia naval de comando representa o comandante da Marinha (Comandante da Marinha – CM) com suas unidades administrativas diretamente subordinadas. Ele também depende da expertise do Almirantado, que é um conselho coletivo sem funções operacionais, mas aconselha o comandante no dia a dia assuntos e planejamento do serviço.

O Estado-Maior da Armada – EMA é o corpo de supervisão administrativa do serviço. As forças operacionais da Marinha Brasileira são organizadas no Comando de Operações Navais – ComOpNav. A estrutura da Marinha do Brasil completa com cinco diretorias gerais e o Comando Geral dos Fuzileiros Navais. Estas são organizações de suporte responsáveis ​​pelo pessoal, fornecimento, infraestrutura de navegação e outras tarefas não diretamente conectadas às operações de combate naval.

Marinha do Brasil

A marinha do Brasil é o ramo militar com mais concursos públicos, aumentando suas chances de participar das Forças Armadas brasileiras. (Imagem: Naval News)

Patentes da carreira militar na marinha

As patentes da marinha brasileira:

1. Patentes de oficiais da marinha brasileira

Almirante

Almirante de esquadra

Vice-almirante

Contra-almirante

Capitão de mar e guerra

Capitão de fragata

Capitão de corveta

Capitão-tenente

Primeiro-tenente

Segundo-tenente

Guarda-marinha

Aspirante

2. Patentes de oficiais dos Fuzileiros Navais

Almirante-de-esquadra fuzileiro naval

Vice-almirante fuzileiro naval

Contra-almirante  fuzileiro naval

Capitão-de-Mar-e-Guerra fuzileiro naval

Capitão-de-Fragata fuzileiro naval

Capitão-de-corveta fuzileiro naval

Capitão-tenente fuzileiro naval

Primeiro-tenente fuzileiro naval

Segundo-tenente fuzileiro naval

Guarda-marinha

Aspirante

3. Patentes de alistamento da marinha brasileira

Suboficial

Primeiro-sargento

Segundo-sargento

Terceiro-sargento

Cabo

Marinheiro

4. Patentes dos fuzileiros navais

Suboficial fuzileiro naval

Primeiro-sargento fuzileiro naval

Segundo-sargento fuzileiro naval

Terceiro-sargento fuzileiro naval

Cabo fuzileiro naval

Soldado fuzileiro naval

Como seguir a carreira militar na marinha?

A carreira militar na marinha pode ser seguida a partir do ensino médio, seja ele técnico ou normal, através das escolas preparatórias. Mas há mais para isso.

1. Ensino Fundamental: Colégio Naval

Porta de entrada para oficiais da Marinha do Brasil. Ao se formar, o militar poderá seguir carreira nos postos de Segundo-Tenente, Primeiro-Tenente, Capitão-Tenente, Capitão de Corveta, Capitão de Fragata, Capitão de Mar e Guerra, Contra-Almirante, Vice-Almirante e Almirante de Esquadra.

2. Ensino Médio: Escola Naval, Escola de Aprendizes-Marinheiros, Soldado Fuzileiro Naval, e Sargento Músico Fuzileiro Naval

A Escola Naval forma militares para atuação nos Corpos da Armada (CA), Fuzileiros Navais (CFN) e Intendentes da Marinha (CIM).

A Escola de Aprendizes-Marinheiros forma Marinheiros, seguidos por postos de Cabo, Terceiro-Sargento, Segundo-Sargento, Primeiro-Sargento e Suboficial.

O Soldado Fuzileiro Naval passa por formação específica, seguindo o caminho a partir da Escola Naval.

O Sargento Músico Fuzileiro Naval poderá entrar na Marinha com diploma de ensino médio, passando pelo processo seletivo.

3. Ensino Médio Técnico: Corpo Auxiliar de Praças, e Quadro Técnico de Praças da Armada

O Corpo Auxiliar de Praças (CAP) aceita civis para formação militar de apoio para as gestões Administrativa, Operativa e de Saúde da Marinha.

O Quadro Técnico de Praças da Armada (QTPA) aceita profissionais de diversas especialidades, prontamente atuando como Terceiro-Sargento na área para a qual concorreram.

4. Ensino Superior: Quadro Complementar de Fuzileiros Navais, Quadro Complementar da Armada, Quadro Complementar de Intendentes, Quadro Técnico, Quadro de Médicos, Quadro de Cirurgiões-Dentistas, Corpo de Engenheiros, Corpo de Apoio à Saúde, Capelão Naval

Quadro Complementar de Fuzileiros Navais, com militares do oficiais do Quadro de Oficiais da Armada, oficiais oriundos da Escola Naval, e pelos oficiais que ingressam pelo Quadro Complementar de Oficiais da Armada (QC-CA)

Quadro Complementar da Armada, formados pela Escola Naval ou admitidos com graduação em Economia, Administração ou Ciências Contábeis.

Quadro Complementar de Intendentes, formados pela Escola Naval ou admitidos com graduação em Economia, Administração ou Ciências Contábeis.

Quadro Técnico com cargos técnico-administrativos, com formações em diversas áreas, dependendo da demanda da Marinha.

Quadro de Médicos para atuarem na Medicina assistencial (Ambulatórios, Policlínicas e Hospitais Navais), Medicina operativa (navios e tropas), Medicina pericial (Juntas de Saúde) e pesquisas médicas (em Instituto de Pesquisas Biomédicas)

Quadro de Cirurgiões-Dentistas.

Corpo de Engenheiros.

Corpo de Apoio à Saúde.

Capelão Naval.

Ficou alguma dúvida? Deixem nos comentários suas perguntas!

Sobre o autor

Autor André M. Coelho

André é pós-graduado em pedagogia empresarial, especializando na padronização de processos. Possui mais de 300 horas em cursos relacionados à administração de empresas, empreendedorismo, finanças, e legislação. Atuando também como consultor e educador empresarial, André escreve sobre Recursos Humanos desde 2012.

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